Meningite exige tratamento rápido


Junto com o frio do inverno aumentam as infecções transmitidas por secreções respiratórias, como gripes, resfriados, viroses e a mais temida delas: a meningite.

Especialmente nessa época, pais e mães devem ficar atentos à saúde dos filhos, como também se informar sobre possíveis surtos dessas doenças nos locais freqüentados por eles: escolas, clubes, academias.

Tipos de meningite


As meninges são membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal. A inflamação dessas membranas é a meningite. Bactérias, vírus e fungos, quando atingem as meninges, causam a inflamação que pode se espalhar por todo o sistema nervoso central.

As mais comuns são as virais e as bacterianas. As primeiras são, em geral, brandas e podem acometer tanto adultos como crianças. Os sintomas são muito parecidos com os de gripe, pois o doente tem febre e dor de cabeça. A nuca fica um pouco rígida e dolorida. A maioria das meningites virais evolui sem grandes problemas e o tratamento é igual ao da gripe, com antitérmicos e analgésicos.

Os três tipos de meningites bacterianas mais comuns são causadas pelas bactérias meningococos, pneumococos e Haemophylus. Das três a meningocócica é a mais facilmente transmissível pela via respiratória e também a mais terrível por ter a evolução do quadro clínico mais rápida. Já a pneumocócica e a Haemophylus acontecem com menos freqüência, pois as vacinas existentes são bastante eficazes na prevenção desses dois tipos.

Atenção aos sintomas


Os sintomas dos três tipos de meningite são parecidos. O que vai diferenciar um do outro é a intensidade e a rapidez com que o quadro clínico evolui. Por isso, é importante consultar um médico assim que os sintomas começarem a aparecer.

Quando a bactéria atinge as vias respiratórias, passa do nariz para o sangue, é levada para o cérebro, onde estão as meninges, e aí acontece a infecção. Em pouco tempo aparecem os sintomas: febre alta, vômitos, dor na cabeça e no pescoço, mal-estar e dificuldade de encostar o queixo no peito. Em alguns casos aparecem manchas arroxeadas que significam que as bactérias estão circulando pelo corpo, ou seja, há uma rápida disseminação da doença pelo organismo, podendo causar uma infecção generalizada.

Diagnóstico e tratamento


Somente o médico pode diagnosticar qual o tipo de meningite está instalada no organismo. Um exame do líquido cefalorraquidiano, puncionado da espinha, aponta qual agente infeccioso esta no organismo. Com base nesse exame e nos sintomas, o médico irá indicar o tratamento correto.

Vacinas, por que sim?


A mais eficaz é contra a meningite Haemophylus. Ela já faz parte do programa oficial de vacinação e tem reduzido drasticamente o índice dessa doença como, também, sinusite e otite, que são causadas pela mesma bactéria. Contra o pneumococo, a vacina também existe. Foi criada nos Estados Unidos e na Europa de acordo com o tipo de bactéria existente nesses lugares. Apesar disso, mesmo no Brasil a imunidade é boa.

Quanto à meningite meningocócica a proteção é bem menor. Isso porque existem treze grupos dessas bactérias e as vacinas existentes não conseguem garantir imunidade a todos eles.

Prevenir não é fácil


Muitas escolas param as aulas quando há algum caso de meningite entre os alunos. Essa medida depende do tipo de meningite, e não é indicada nos casos de pneumocócica ou Haemophylus. Entretanto, algumas medidas simples podem ser tomadas para prevenir o contágio, especialmente em casos de surto. O médico aconselha a evitar ambientes abafados onde há aglomeração de pessoas e lavar bem talheres, copos e pratos.

Quanto ao contágio da meningite meningocócica também é recomendado que pessoas que estiveram próximas a pacientes infectados utilizem medicamentos (no caso, antibióticos) como prevenção.

*Fonte: www.alberteinstein.com.br